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Cirurgia Plástica conheça um pouco mais sobre essa especialidade médica

A história da Cirurgia Plástica se confunde com a história da Medicina. É uma especialidade que evoluiu a partir da cirurgia geral devido à necessidade de reparação dos tecidos.
A origem da cirurgia geral é bem antiga, constando relatos desde o antigo Egito em 2.500 AC. Na Idade Média com o nascimento das escolas médicas os estudos anatômicos tiveram imenso avanço e com maior destaque no Renascimento. Mas foi no século XIX, com o advento da anestesia e da antissepsia, que a cirurgia deu seu grande salto. No século XX as grandes guerras mundiais e suas mutilações causadas pelas novas armas de destruição evidenciaram a necessidade de profissionais especializados na reparação corporal. A formação de especialistas, com conhecimento em anatomia e fisiologia, aliados aos avanços das técnicas e equipamentos determinaram o sucesso da especialidade de cirurgia plástica.
Com o passar dos anos e todo potencial de transformação e a possibilidade de melhora das formas do corpo surgiu cirurgia estética, que é um ramo da cirurgia plástica, orientado para a busca da melhora das formas e não estritamente para melhorar funções ou tratar doenças.
Entre os indivíduos que recorrem a este tipo de cirurgia, está o desejo de melhorar a sua aparência, pretendendo, por exemplo, eliminar defeitos de pele, alterar o aspecto de uma cicatriz, a forma e tamanho de partes do corpo, ou mesmo retirar o excesso de pele como as rugas que surgem com a idade avançada ou de tecido adiposo acumulado com a variação de peso ou gestação.
As Mudanças socioculturais, emancipação da mulher, além dos avanços da medicina com aumento da expectativa de vida fizeram com que a cirurgia estética evoluísse naturalmente, passando a ser assunto recorrente em algumas sociedades, como por exemplo o Brasil. Em 2013, o Brasil liderou o ranking mundial de cirurgia plástica, ultrapassando os Estados Unidos, segundo relatório da International Society of Aesthetic Plastic Surgery. Naquele ano foram realizados 1,5 milhão de procedimentos do tipo. Isso é equivalente a 13% do total mundial de cirurgias plásticas estéticas. Atualmente esses números não são muito diferentes, ficando o Brasil na segunda colocação, logo atrás dos EUA (que tem uma população aproximadamente 60% maior que a brasileira).
Como sabemos o culto à beleza vem também de muito longe, surgindo no Ocidente com o mito da deusa Afrodite, e hoje impera nas mídias sociais, impulsionado pela adoração da imagem de celebridades. Os mecanismos que influenciam a crescente demanda por cirurgias estéticas giram em torno da disseminação exacerbada de padrões de beleza universal, calcados na magreza e na juventude corporal e facial. As mídias eletrônicas, por meio de selfies e postagens em redes sociais, bem como matérias jornalísticas divulgadas por outros meios, levam fãs e admiradores de celebridades a buscar esses padrões de beleza, nem sempre reais. Todos esses fatores incitam o desejo de transformações, impulsionando as cirurgias plásticas estéticas. Essa prática excessiva preocupa os órgãos responsáveis pela atuação médica, como o Conselho Federal de Medicina e a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica que buscam impor limites ao exercício da prática médica em geral. Tal imposição não se propõe a reprimir bons profissionais, mas sim indicar formas de prevenir erros e promover a segurança dos pacientes.
Para que uma cirurgia transcorra bem e chegue ao resultado esperado 3 pilares essenciais devem ser respeitados: cirurgião qualificado (membro da SBCP, formação adequada, comunicação clara e objetiva, disponível, presente), paciente bem preparado (envolvem os fatores clínicos, psicológicos, sociais, profissionais, financeiros, colaborativo), infraestrutura hospitalar adequada.
Muitas vezes há uma ideia equivocada de simplicidade que envolve os procedimentos cirúrgicos em cirurgia plástica. Como em qualquer procedimento médico, a segurança do paciente deve sempre ser considerada como o ponto mais relevante e essa informação deve ser ressaltada para o paciente. A preocupação com a segurança do paciente inicia na primeira avaliação e só termina após a alta médica do consultório.
As cirurgias estéticas por terem grande impacto na vida do paciente devem ser realizadas, preferencialmente, por médicos especialistas. O paciente tem o direito de fazê-las e de escolher seu médico, mas sua autonomia não é absoluta. O profissional tem o dever de informar sobre riscos e contraindicações do procedimento bem como o direito de recusar as cirurgias que considerar potencialmente lesivas ou arriscadas à saúde do paciente.

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